Bem na medida do possível estou tentando postar links de videos que demonstrem exemplos mais concretos do que concebemos como cada tipo de inteligência:
Inteligencia lógico matemática:
Tudo bem que esse não é o "melhor" exemplo de como se usar esse tipo de inteligencia mas acho que dá pra entender a ideia principal da coisa.
Inteligencia corporal sinestésica e inteligencia espacial:
hum... acho que dispensa comentários.
Inteligencia musical:
A historia é meio "filme da disney pra sessão da tarde" mas acho que a mensagem sobre do que se trata essa capacidade está intacta.
Inteligência linguística:
é a historia da vida de keats um poeta do romantismo, o trabalho dele é interessante considerando a corrente da qual fez parte.
As outra capacidades são um pouco mais difíceis de exemplificar mas se trata basicamente da capacidade de lidar com si, com o outro e com a natureza. Apresentadores de TV, jornalistas, ambientalistas seriamente engajados são exemplos práticos e simples dessas outras habilidades.
Wallon, em parte de sua teoria, define um triângulo com vértices bastante importantes representados pelos pilares: Afetividade, Inteligência e Motricidade. Segundo Wallon, há links entre todos eles, mas aprofundemo-nos na ligação entre a Inteligência e a Motricidade.
A princípio, o movimento é de essencial importância, pois, a partir dele, a criança começa a perceber a dimensão do mundo e suas limitações. A princípio, a inteligência e a atividade motora estão intimamente ligadas, e este é um jeito de a criança expressar suas curiosidades e descobertas. Com o passar do tempo, estes dois fatores vão se desvinculando, estando pouco associados na idade adulta. mas será que é realmente pouco?
Observe a comunicação entre estas duas crianças:
Você, adulto, se acha diferente? Talvez não tanto. Claro que, salvo os exageros, todos nós recorremos ao apelo gestual durante a comunicação. É um aspecto bastante importante quando buscamos transmitir de maneira mais efetiva alguma informação intelectual (e também afetiva, que deve ser citada embora não seja o enfoque aqui).
A partir de agora, perceba o quanto você gesticula quando procura buscar uma informação no fundo da memória. Procure observar tanto a si quanto aos outros (faça o teste com o professor) enquanto estes estão apresentando conteúdos de trabalhos e aulas, por exemplo. Perceberá que alguns não conseguem sequer explanar suas ideias estando sentados. E te proponho uma experiência mais radical: Na sua próxima apresentação, tente fazê-lo estático(a). Isso, fique imóvel e note como sua memória funcionará; então comente aqui, pois queremos saber o resultado do seu teste!
Pablo Mateus dos Santos Jacinto, Estudante de Psicolgia do Segundo Semestre da Universidade do Estado da Bahia
Henri Wallon foi um dos três mais importantes teóricos psicogenéticos – ao lado de Vygotsky e Piaget. Ele baseou-se no desenvolvimento da criança e analisou o seu comportamento e pensamento, aliando a inteligência à motricidade e ao afeto. A teoria walloniana não é isolada dentre as diversas existentes para tentar compreender a estrutura psíquica do ser humano.
A perspectiva walloniana apresenta uma teoria onde o ato motor, afetivo está estritamente ligado ao ato mental. Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções para dentro da sala de aula.Sua teoria pedagógica, diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro.Para ele as emoções têm um papel importante no desenvolvimento da pessoa, a gênese da inteligência está nas emoções. Para Wallon, a criança observa o mundo e tenta se comunicar com ele: “A criança responde às impressões que as coisas lhe causam com gestos dirigidos a elas.” (Henri Wallon)
São diversas as significações que a psicogenética walloniana atribui ao atomotor. Além do seu papel na relação com o mundo físico (motricidade derealização), o movimento tem um papel fundamental na efetividade e também nacognição. (GALVÃO, 1995)
O sujeito forma seu mundo mental, pelas emoções, e não tão vinculado ao objeto em si como descreve Piaget. Em – L’enfant turbulent -, há uma descrição das etapas iniciais do desenvolvimento psicomotor: a criança está num estágio impulsivo, sensório-motor e de certa forma projetivo. Wallon observa as condutas da criança em seu ambiente, tendo um olhar clínico – médico – e psicológico, na medida em que estabelece relação de qualificação nos resultados obtidos, sendo secundaria a quantificação. Existe um processo dialético, uma conversa entre o que é experiência medica, no sentido físico, e psicológico, no sentido de aprendizagem e de cognição.
Os grandes temas da perspectiva walloniana são: o movimento onde a mistura de ideias num mesmo plano é fator determinante para o desenvolvimento intelectual; a emoção que tem a importante função na relação da criança com o meio; a inteligência: Wallon põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma estrutura mais humanizada onde a arte e a ciências são igualmente valorizadas; e a personalidade em que a relação com o outro é fundamental para a formação do individuo, seja para imitar ou negar: “O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna.” (Henri Wallon)
Fonte: Sigmund Freud, Karl Marx e Piaget e suas influências na teoria Walloniana, escrito por Adriana Batista, Erika Andrade, Gabriel Revlon, João Manoel, Jussara Souza, Mariana Pinheiro, Pablo Jacinto e Sirley Almeida (2011)
Aprofunde-se com os vídeos:
Introdução à teoria Walloniana, motricidade e emoções
A inteligência e a Motricidade e Inteligência e Afetividade
QI (Quociente de Inteligência) é uma medida, um número que expressa a capacidade intelectual de um indivíduo com base em critérios de referência e comparações, estabelecendo uma relação entre sua idade mental e cronológica.
Os testes de QI surgiram na China, no século V, porém só começaram a ganhar caráter científico a partir do século XX. Neste período, foram elaborados diversos métodos para a avaliação da capacidade intelectual dos indivíduos, entretanto, o mais importante deles foi desenvolvido por John C. Raven, da Universidade de Dumfries, Escócia, e publicado em 1938: o Raven Standard Progressive Matrices, o qual se baseia em vários testes verbais e de execução, e, conforme a pontuação de cada indivíduo, é possível medir o seu QI.
É importante ressaltar que não existe uma inteligência única e universal. O que o QI demonstra é um conjunto de habilidades mentais, verbais e lógico-matemáticas que são relevantes para o contexto das sociedades globalizadas e urbanas. É evidente que uma pessoa com um alto QI não será inteligente, necessariamente.
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